quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Eu, No Meio de Um Medo - won taylor -


A gente sempre acorda com medo e passa o dia tentando evitar o que é cedo,Seja carinho, abraço, afago ou apenas um sorriso... Seja criança, lembrança ou qualquer coisa que nos faça ver que já fomos felizes e vem um sentimento de consolo, mas o escuro que deixamos ficar na gente faz sentir a falta de alguma coisa ou de algo novo que nos traga felicidade e alegria a nossa tristeza morta e com ingenuidade passamos a recusar a sentir novamente, só por causa de um medo bobo.Uma pessoa nunca é igual à outra, uma é escura e fria e a outra é clara e viva, mas o medo toma o caminho errado e nos leva ao pesadelo de que todos são iguais e não nos deixa acordar cedo e tudo é motivo de choro quando ficamos alerta no nosso abrigo. Um coração bate sempre igual, mas se parado vamos perder alguma coisa pelo caminho e quando o tempo passar vamos ver que deixamos pra trás a beleza do que evitamos fazer, só por causa um medo bobo.Nem tudo que vivemos tem que ser igual há minutos atrás, nem tudo tem que ser uma despedida, e dos nossos momentos mais tristes não podemos fazer uma solidão sólida e diária e nem todo coração precisa sangrar, é só lembrar que todas as pessoas podem ter carinho, afeto e sorriso. O que é bonito vem da beleza do que sentimos e o que é feio vem da covardia do que deixamos de ser e ficar imóvel diante dos sentimentos é desculpa pra não viver, só por causa de um medo bobo.De repente a gente sente que é impossível querer viver assim, perdido em lembranças do que nos aconteceu há minutos atrás e o infinito vai ficando distante e toda felicidade que buscamos desde o nosso tempo de criança vai ficando pra trás como um brinquedo que já não queremos mais. Quero dar um grito, mas é de alegria pelo presente, passado e futuro e pela vida em mim que não tem fim e pelos obstáculos que fui deixando pelo caminho e vou dar um grito pra esse medo que corta que sufoca e que castra e nos impede de tentar voltar a ser feliz e desse medo, eu nunca mais vou ser amigo.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Acredite

Não importa o que é o mundo... O importante são seus sonhos! Não importa o que você é... O importante é o que você quer ser.

Não importa aonde você está... Importa para aonde você quer ir. Não importa o porquê... O que importa é o querer.

Não importa suas mágoas... O que importa são suas alegrias. Não importa o que já passou.. O passado? Guarde na sua lembrança.

Nunca pense em julgar. Não veja, apenas olhe. Não escute, apenas ouça. Não toque, apenas sinta.

Acredite naquilo que você quiser. E não adianta você sonhar... Se você não lutar.

O mundo é um espelho. Não seja só o seu reflexo. Só acreditando em um futuro.

Você conseguirá a Paz... Para alcançar seus sonhos.

Afinal o que importa? VOCÊ importa! Acredite em VOCÊ! Eu acredito... E VOCÊ?

Almas Gemeas

ALMA GÊMEA

ALMA GÊMEA de minha Alma
Flor de Luz de minha Vida
Sublime Estrela caida
Das belezas da Amplidão.
Quando eu errava no Mundo...
Triste e Só, no meu Caminho,
Chegaste, Devagarinho,
E Encheste-me o Coração.
Vinhas na Benção das Flores
Da Divina Claridade,
Tecer-me a Felicidade
Em Sorrisos de Esplendor!!!!
És meu Tesouro Infinito.
Juro-te Eterna Aliança.
Porque sou tua Esperança,
Como és todo meu Amor!!
ALMA GEMEA De Minha Alma
Se eu te perder algum dia...
Serei tua escura agonia,
Da saudade nos seus véus...
Se um dia me abandonares
Luz terna dos meus amores,
Hei de esperar-te, entre as flores
Da Claridade dos céus."
(by: Emmanuel /Psicografado
por CHICO XAVIER.)

Amor Virtual


E naquela madrugada fria, você disse:
- Coloca sua mão na tela, amor...
coloquei...!!
Sentes o meu calor ?
- Sinto com o coração...
ele é real.
A minha mão
na tua unindo,
o virtual e o real !
Agora já não há mais volta...
- Estamos amando...

Não há nada maior ou menor que um toque!

(desconheço o autor)

Voltar...Voltar...Voltar...Voltar...Voltar...

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Aranha Macho

Quero-te, homem, nas minhas entranhas,
Rasgando véus, vazios, fidelidade!
E quero ser o ser com que te assanhas
Em cama aberta e sem solenidade.

Quero-te, homem, pelo corpo adentro
Num cavalgar contínuo e castigado
Por essa dor que possa vir ao centro
De qualquer culpa em mim descarregado.

Quero-te forte em braços e torturas,
De incêndio feito se queimando em mim.
Quero incitar- te à todas as loucuras,

E a todas elas tu terás meu "sim".
Neste meu ventre cálido às escuras,
Aranha macho , encontrarás teu fim.
- às inclementes aranhas fêmeas -

Acorde Final

discoDrumond

"Eu havia colocado no toca-discos aquele disco com poemas de Vinícius e do Drumond, disco antigo, long-play, o perigo são os riscos que fazem a agulha saltar, felizmente até ali tudo tinha estado liso e bonito, sem pulos e sem chiados, o próprio Vinícius, na sua voz rouca de uísque e fumo, havia recitado os sonetos da separação, da despedida, do amor total, dos olhos da amada. Chegara finalmente o último poema, meu favorito, "o haver" - o Vinícius percebia que a noite estava chegando, tratava então de fazer um balanço de tudo o que se fez e disso, o que foi que sobrou? Por isso as estrofes começam todas com uma mesma palavra, "resta..." - foi isso que sobrou.
Resta essa capacidade de ternura, essa intimidade perfeita com o silêncio...
Resta essa vontade de chorar diante da beleza, essa cólera cega em face da injustiça e do mal entendido...
Resta essa faculdade incoercível de sonhar e essa pequenina luz indecifrável a que às vezes os poetas tomam por esperança...
Começava naquele momento a última quadra, e de tantas vezes lê-la e outras tantas ouvi-la, eu já sabia de cor as suas palavras, e as ia repetindo dentro de mim, antecipando a última, que seria o fim, sabendo que tudo o que é belo precisa terminar.
O pôr-do-sol é belo porque as suas cores são efêmeras, em poucos minutos não mais existirão.
A sonata é bela porque sua vida é curta, não dura mais que vinte minutos. Se a sonata fosse uma música sem fim é certo que o seu lugar seria entre os instrumentos de tortura do diabo, no inferno.
Até o beijo...beijos eternos... Que amante suportaria um beijo que não terminasse nunca?
O poema também tinha de morrer para que fosse perfeito, para que fosse belo e para que eu tivesse saudades dele, depois do seu fim. Tudo o que fica perfeito pede para morrer. Depois da morte do poema viria o silêncio, o vazio. Nasceria então outra coisa no seu lugar: a saudade. A saudade só floresce na ausência.
É na saudade que nascem os deuses - eles existem para que o amado que se perdeu possa retornar - que a vida seja como o disco, que pode ser tocado quantas vezes se desejar. Os deuses - nenhum amor tenho por eles, em si mesmos. Eu os amo só por isso, pelo seu poder de trazer de volta para que o abraço se repita. Divinos não são os deuses. Divino é o reencontro.
A voz de Vinícius já anunciava o fim. Ele passou a falar mais baixo.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte, esse fascínio pelo momento a vir, quando, emocionada, ela virá me abrir a porta como uma velha amante...
E eu, na minha cabeça, automaticamente me adiantei, recitando em silêncio o último verso: ".. Sem saber que é a minha mais nova namorada."
Foi então que, no último momento, o imprevisto aconteceu: a agulha pulou para trás, talvez tenha achado o poema tão bonito que se recusava a ser uma cúmplice do seu fim, não aceitava a sua morte, e ali ficou a voz morta do Vinícius repetindo palavras sem sentido: "sem saber que é a minha mais nova"..."sem saber que é a minha mais nova"..."sem saber que é a minha mais nova..."
Levantei-me do meu lugar, fui até ao toca-discos, e consumei o assassinato: empurrei suavemente o braço com o meu dedo, e ajudei a beleza a morrer, ajudei-a a ficar perfeita. Ela me agradeceu, disse o que precisava dizer, sem saber que é a minha mais nova namorada... Depois disso foi o silêncio.
Fiquei pensando se aquilo não era uma parábola para a vida, a vida como uma obra de arte, sonata, poema,coreográfico. Já no primeiro momento quando compositor, ou o poeta ou o dançarino preparam a sua obra, o último momento já está em gestação. É bem possível que o último verso do poema tenha sido o primeiro a ser escrito por Vinícius. A vida é tecida como as teias de aranha: começam sempre do fim. Quando a vida começa do fim ela é sempre bela por ser
colorida com as cores do crepúsculo.
Não, eu não acredito que a vida biológica deva ser preservada a qualquer preço.
"para todas as coisas há o momento certo. Existe o tempo de nascer e o tempo de morrer" (eclesiastes 3, 1s).
A vida não é uma coisa biológica. A vida é uma entidade estética. Morta a possibilidade de sentir alegria diante do belo, morreu também a vida, tal como Deus no-la deu - ainda que a parafernália dos médicos continue a emitir seus bips e a produzir ziguezagues no vídeo.
A vida é como aquela peça. É preciso terminar.
A morte é o último acorde que diz: está completo. Tudo o que se completa deseja morrer".

Ante o Proximo



...E quem é o meu próximo? - indaguei
Ao coração da vida?
E o coração da vida obedecendo a Lei,
Respondeu com voz clara e decidida:
Olha em redor de ti, onde o dever te leva.
Do espaço livre e amplo à senda estreita e breve,
Fita em teu próprio lar:
É teu pai, tua mãe, teu irmão, teu parente,
E mais alguém do Grupo familiar,
É o vizinho piedoso e intransigente,
É o mendigo a esmolar que te visita a porta,
O amigo suscetível de amparar-te
É aquele que padece
Privação ou problema em qualquer parte.
É aquele que te esquece
E o outro que te humilha,
A esconder-se no ouro em que se alteia e brilha
Para depois cair quando se desilude.
É aquele que se faz bandeira da virtude,
E o outro que te apoia ou te faz concessões.
É aquele que te furta o lugar e o direito,
Alimentando a sombra do despeito
Sem que te saiba ver as intenções.
É a mulher que te guia para o bem
E a outra que atravessa as áreas de ninguém
Avinagrando corações...


O próximo, afinal, seja onde for,
Será sempre a criatura
Que te busca onde estás
Procurando por ti o socorro da paz,
Rogando-te bondade, amparo e compreensão,
Amizade e calor
Dando-te o nobre ensejo,
De seguir para a luz na presença do amor.
E posso sem o próximo viver? - perguntei comovida
E disse novamente o coração da vida:
Acende sem cessar a luz do Bem,
Trabalha, serve, crê, chora, sofre e auxilia...
Sem o próximo em tua companhia
Nunca serás alguém!!